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One’s Lifestyle: O dilema das Redes


Vocês sabem que toda sexta-feira tem One’s Lifestyle por aqui, e durante as nossas conversas sobre as possibilidades de pautas para essa semana, discutimos muito sobre o novo documentário lançado pela Netflix, O Dilema das Redes, que têm sido tema para diversas discussões e pontos de vista entre os grupos de WhatsApp e até dentro de casa. Pois bem, por aqui não foi diferente. Assistimos, refletimos e levantamos questionamentos importantes dentro de um assunto tão polêmico. A verdade é que como em grande parte dos assuntos que são polêmicos não existe uma verdade absoluta, mas sim a perspectiva e ponto de vista dentro da realidade vivida por cada um. Por isso resolvemos compartilhar a nossa, deixando como sempre, nosso canal aberto para outros pontos de vista.



Já falamos em outros textos o tanto que a pandemia acelerou uma revolução digital que junto dela acarretou em importantes mudanças de consumo e consequentemente, estratégia de vendas das marcas. Mas para contextualizar onde queremos chegar, vamos voltar lá pra trás: A época da Revolução Industrial marcou o início de uma das maiores e primeiras revoluções de consumo e publicidade que nossa sociedade viveu, quando a manufatura começou a perder seu espaço para produção em escala o mercado viveu uma situação sem precedentes, em que a oferta era muito maior do que a demanda. E qual foi a estratégia para reverter isso? Sim, publicidade. Foi aí que os comerciantes se viram dependentes da divulgação para vender seus produtos e destacar suas marcas.


Evoluindo um pouco mais na nossa timeline, por volta dos anos 50, surgiu a televisão que rapidamente se tornou meio de comunicação indispensável para divulgação das marcas e produtos. A partir daí as pessoas passaram a ver e se envolver com os anúncios e a publicidade passou a ter um papel ainda maior na propagação das informações. Depois disso, você provavelmente presenciou os próximos passos com a chegada da Internet e a transformação das estratégias de publicidade.


Legal, mas onde queremos chegar com tudo isso? Estamos trazendo a perspectiva de que a publicidade sempre esteve presente na nossa sociedade e a forma com a qual ela era aplicada foi se transformando e se adaptando de acordo com o avanço da tecnologia e as necessidades e plataformas - sejam elas físicas ou digitais. O documentário fala muito sobre rastreamento de dados e do comportamento dos usuários para vender anúncios direcionados pelas grandes empresas do Vale do Silício. Mas podemos pensar sobre isso sobre diferentes vertentes.


Você não escolheu ver as propagandas que passam no “horário nobre” da televisão quando você está assistindo sua novela favorita, nem a quantidade de vezes que vai ler um outdoor da mesma marca à caminho da praia ou o anúncio de perfume ao folhear uma revista. A publicidade sempre nos impactou e criou desejos através das entrelinhas das atividades diárias. Veja bem, Henry Ford, no ano de 1880 perguntou para as pessoas “Do que vocês precisam?” e eles responderam “Precisamos de cavalos mais rápidos”, 20 anos depois Henry criou o carro. Isso é um exemplo de que a construção de necessidade e desejo sempre esteve presente.


É verdade que sim, passamos tempo demais nos nossos celulares olhando as redes sociais, verificando a caixa de entrada do email ou conversando pelo WhatsApp. As pessoas tem passado muito mais tempo nas janelas virtuais do que as reais, e realmente, isso não é saudável. Por outro lado, a facilidade, praticidade e velocidade que a internet nos possibilita para trabalhar, pesquisar e se conectar é igualmente inquestionavelmente positiva - principalmente nesse período. Com a chegada do Coronavírus assistimos o comércio mundial paralisado de uma forma jamais vista, e se não tivesse a internet e o marketing digital como as empresas sobreviveriam a esse período?


As últimas eleições pelo mundo, a formação de grupos extremistas, a polarização política, a forma de nos relacionarmos, o aumento de suicídio entre adolescentes, padrões de beleza e muitos outros aspectos abordados ao longo do filme nos mostraram questões muito graves das redes sociais. Longe de nós minimizar os problemas graves e reais que a internet também traz.


Pensamos que essas ferramentas são como um poder, sendo usado tanto para o bem quanto para o mal. O Dilema das Redes Sociais se esforça em responder como podemos viver com elas e usá-las a nosso favor. E consegue, em boa medida. Entender o problema é importante, mas indicar soluções tanto quanto. A tecnologia é uma ferramenta. O segredo esta na intenção de quem a utiliza nas duas pontas. Pois todos temos duplos interesses na internet. Todos somos usuários, consumidores, marketeiros e vendedores por aqui, não é mesmo? Então, cair fora prejudica ou favorece? A quem? No nosso ponto de vista não tem fora, tá todo mundo dentro.


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