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um mundo pós covid

Se há 3 meses atrás te contassem que a gente estaria vivendo tudo isso, você provavelmente diria que não daria conta né? Se há 3 meses te falassem que os encontros com seus amigos se limitariam a telas de celular e que o mais próximo de um show ou festa que estaríamos seria um live no youtube, você acharia inviável. Se há 3 meses atrás você soubesse que sua baia de trabalho seria dentro da sua casa, que todas as suas reuniões e compromissos inadiáveis que muitas vezes exigiam até horas de vôo para que pudessem acontecer ocorreriam de forma eficiente por uma ligação? E se te dissessem que você se adaptaria? Que aprenderia como viver nesse novo mundo e que até conseguiria ver beleza em cotidianos pouco presenciados antes, como assistir ao por do sol da sua janela de casa?




Após 90 dias de confinamento, vivenciamos a comprovação de que somos seres adaptáveis e que quando vivenciamos períodos difíceis como esse, temos a capacidade de nos reinventar e fazer com que situações que julgávamos impossíveis ocorram de maneira eficiente. Os tempos não são fáceis, mas nos trouxeram aprendizados e a oportunidade de ressignificar diversas coisas que provavelmente nunca teríamos tempo de fazer, como nossa casa e nosso ambiente de trabalho. Longe de nós romantizar as dores e perdas tanto no âmbito da saúde quanto da economia que essa pandemia tem nos trazido, mas não podemos ignorar as mudanças - positivas ou não - que esse período trouxe e que não serão tão efêmeras como o isolamento.


Uma delas é o resultado e consequência deste período no âmbito corporativo e social. Estamos vendo empresas de diferentes portes e setores aprendendo a executar suas operações rotineiras e pensando em novas soluções para implementar até de forma definitiva, minimizando suas dependências e necessidades de contato físico. Trazemos então o questionamento de como será quando tudo isso passar? Quais operações estão sendo adaptadas por um período e qual delas serão implementadas de forma definitiva?


A chegada do vírus trouxe ao mundo a necessidade de se digitalizar como fator crucial para as empresas que perceberam que a plataforma não é mais um diferencial de mercado mas sim uma obrigação. Neste caminho, as marcas que se julgavam a frente da concorrência por possuírem processos mais "modernos"

tendem a perder vantagem, uma vez que o contexto trouxe todos para o mesmo lugar.


A dinâmica das relações profissionais também sofreram muitas adaptações e algumas delas, tendem a se transformar em política definitiva. Gerentes e supervisores já não estão fisicamente próximos de ninguém de sua equipe e dependem que a autonomia e responsabilidade do time prevaleçam sobre o receio do distanciamento. E se quase tudo pode ser resolvido através de reuniões na tela do celular ou computador, para que exigir deslocamentos em horas de trânsitos, viagens que presumem um custo anual tão representativo para as empresas?


As reuniões se tornaram mais objetivas nesse período, simplesmente não funcionam com mais de um falando ao mesmo tempo. Atrasos de poucos minutos valem constrangidos pedidos de desculpas. Para quem nutria a tradicional tolerância para pequenos atrasos, parece que ficamos mais britânicos. Do ponto de vista de produtividade, isso é ótimo.


Outro fator que sofrerá grandes impactos é a formalidade. Essa que já minguava antes do isolamento, provavelmente entrará em processo de extinção. Não apenas pela informalidade do dress code que adaptamos ao home office, mas também pelo fato de que nossos colegas de trabalho e colaboradores presenciaram um pouco da nossa casa de maneira virtual, já assistiram os filhos gritando ao fundo ou viram quais os livros que temos nas estantes. Há um misto de proximidade e intimidade jamais vividos.


O distanciamento físico obrigou as empresas a promoverem reuniões virtuais entre setores que possibilitaram melhorias em um processo de comunicação interno. Visando evitar problemas que muitas vezes já existiam, esse cenário de reuniões virtuais em muitas ocasiões resolveu a situação, aproximando áreas e pessoas que pouco se falavam, no dia a dia presencial.


"Confiança, autonomia, responsabilidade, informalidade e proximidade. Características que estarão em alta na volta da pandemia. Não que fossem pouco importantes no pré Corona, mas em um ambiente onde a interação física rareia, elas se tornam essenciais, assim como as inúmeras ferramentas de comunicação já tão disseminadas hoje. Isso obviamente é teoria. Saberemos se ela se converterá em prática quando sairmos da toca e retomarmos a mobilidade de outrora, mas não tenho dúvidas que algumas mudanças observadas durante esse período vieram para ficar. Precisamos do final dessa crise para comprová-las. Um dia a menos." - Blog do Victor


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