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Startups: um catalisador para a inovação radical

Que muita coisa mudou com a chegada da pandemia do novo Coronavírus não é novidade para ninguém. Foram incontáveis hábitos, rotinas e costumes que se adaptaram ao novo formato de vida a que fomos inseridos e com isso passamos, consequentemente, a valorizar e a priorizar coisas diferentes das que estávamos habituados. O que refletiu - e muito - no comportamento de consumo das pessoas, que passaram a optar muito mais pelo meio digital além de enxergarem valor em segmentos que muitas vezes não tinham o hábito de investir, como saúde e bem estar, por exemplo.


Essa nova forma de consumir, principalmente pela internet, exigiu das empresas um momento de auto reflexão. Olhar para dentro, rever seus propósitos, produtos e serviços para que possam se adaptar a esse período - que como falamos no post sobre o “Boom” dos E-commerces , não será passageiro. Há também o ponto de vista de que o cenário apenas acelerou o processo de migração das marcas para o meio digital além de fazer com que outras enxergassem uma oportunidade em meio ao caos para nascer e se destacar.



Apesar de muitas empresas terem sofrido com a reduções de colaboradores, queda nos lucros e demais desafios, outras souberam sair pela tangente e explorar através da tecnologia, novas oportunidades. E é nesse cenário que startups brasileiras vêm se destacando e aproveitando para atender às novas necessidades que surgiram.


As startups emergiram como motores essenciais do crescimento econômico e geração de novos empregos, sendo frequentemente um catalisador para a inovação radical. Se já estavam se destacando antes, agora servem como exemplo de empresas saudáveis durante um período de crise. Em uma pesquisa realizada pelo Google for Startups e apresentada no fórum Brazil at Silicon Valley, foi constatado que os produtos e serviços mais buscados no Google entre os meses de março e abril deste ano foram das startups.


Qual o segredo do sucesso? O estudo revela que a maioria delas promoveu a combinação de dois elementos essenciais: a tendência em destaque (quem é que não recorreu aos serviços de deliverys nos últimos meses, né?) e relevância (aqueles serviços que percebemos como essenciais).


Três frentes foram apontadas como as que mais tiveram o maior aumento de interesse: as startups que oferecem serviços essenciais, as que facilitam a adaptação da nova rotina e as que oferecem suporte financeiro.


Por fim, algumas startups que souberam aproveitar das tendências e necessidades que nascerem com a pandemia foram apontadas no estudo. São elas:


Comodidade e rapidez:

Com o isolamento, a rotina de quase todo mundo acabou mudando radicalmente, e para conciliar o home office com tantas outras tarefas, a praticidade passou a ser algo primordial. Sendo assim, ter tudo a mão acabou passando de luxo para necessidade. A busca por deliverys cresceu 30% em março e abril de 2020, na comparação anual. Empresas que aumentaram o volume de buscas no ramo foram: iFood (55%), LivUp (73%), Loggi (94%) e Rappi (99%).


Conforto e beleza:

Apesar de no começo do isolamento muita gente ter desencanado um pouco dos serviços de beleza, com o passar dos dias eles começaram a fazer falta e voltaram com uma preocupação maior pela composição dos produtos. Outra mudança, foi que ao passar mais tempo dentro de suas casas, as pessoas começaram a se incomodar com a desorganização e falta de aconchego nos espaços. Com isso, o segmento de arquitetura e decoração foi aquecido. Quem também ganhou maior atenção, foram os grandes companheiros da quarentena: Os pets. Nestes ramos, startups como: Beleza na web (50%), Glambox (68%), Madeiramadeira (70%), Mobly (52%), Olist (94%) e Petlove (47%) estão fazendo sucesso.


Educação online:

A pandemia acentuou a importância em dedicar um tempo para os estudos e aprimorar ainda mais o conhecimento. Seja com o homeschooling dos filhos ou fazendo aquele curso que você sempre sonhou, a internet só confirmou as infinitas possibilidades que temos de educação remota. Alguns empreendimentos que estão fazendo sucesso são: AgendaEdu (266%), ClipEscola (598%), Geekie (45%), Hotmart (322%), MeSalva (57%), Passei Direto (16%), Sanar (103%) e Stoodi (230%).


Economia

Impactos econômicos foram sentidos por muitas empresas. E mesmo que seja uma período de crise, alguns hábitos que foram adaptados devem permanecer a longo prazo. Muita gente que nem tinha conta digital precisou abrir uma, seja para receber o auxílio emergencial, para vender pela internet ou para receber o salário a distância. As fintechs que tiveram maior aumento foram: PicPay (555%), Husky (57%), Olivia (87%), Creditas (41%) e Acordo Certo (284%).


As startups são a força vital de uma economia competitiva, elas desafiam as empresas estabelecidas, oferecem novas e diversificadas oportunidades de emprego e aumentam ainda mais o leque de escolhas dos consumidores. Além de serviços básicos, elas também estão na linha de frente com o propósito de ajudar a resolver e minimizar diversos problemas criados durante a pandemia e prometem desempenhar um papel significativo no desenvolvimento de vacinas e aplicativos de rastreamento que irão auxiliar às economias a voltarem ao normal.


Inovar é preciso sempre, e com a internet como aliado, quase tudo é possível.


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