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One’s Lifestyle: Penso, logo publico

Penso, logo publico! Se você passa menos de 9 horas conectado por dia, acredite você é uma exceção. Não é surpresa para ninguém que a internet tenha tomado conta da vida por completo, otimizando e mudando diversos hábitos. Ao longo dos últimos anos vimos como o movimento de debate online ganhou força e começou a impactar em eventos offline. Mas assim como tudo na vida, isso também acabou sendo uma via de duas mão, enquanto movimentos contra assédio, racismo, machismo e  outras questões emergiram, diversas fake news e discursos de ódio também ganharam voz. 


Dados da Hootsuite de maio deste ano apontaram que o Brasil é hoje o segundo país que passa mais tempo conectado à internet, ficando em média 9 horas por dia online, além do aumento no número de usuários no país (+9% em 2018). E se antes toda notícia era feita no modelo em que um produzia e todos acessaram, hoje isso com certeza mudou e passamos para algo em que todos produzem e todos consomem.


Passando mais tempo em casa começamos a perceber como não conseguimos viver sem algum dispositivo por perto. Você provavelmente já deve ter se visto levantar para pegar água, ir ao banheiro, passear com o cachorro, ir do quarto para a sala, e levar o celular junto. Tudo isso é apenas mais um exemplo de como a internet pode, efetivamente, mudar a vida das pessoas. 


Por estar atrás de uma tela, alguns acreditam que podem falar ou fazer o que quiserem no ambiente digital, como se fosse uma terra sem lei. Mas é preciso ficar atento. Algumas discussões são indispensáveis, enquanto outras parecem ser movidas pelo ódio, pela comunicação violenta e pela disputa de fama e reconhecimento. De fato muita gente ganhou vez e voz para falar, no entanto é preciso ter discernimento para consumir o que se é produzido ou o que você vai publicar. 


Além das fake news, um problema constante no Brasil e no mundo, é a política de  cancelamento e disseminação de ódio. Falamos por aqui do cancelamento e como essa prática de “fazer justiça” pode colocar em jogo carreiras, saúde mental, vidas e reputações. Além disso, atualmente é cada vez mais comum ver perfis de personalidades públicas sofrendo com haters, ou cancelamentos virtuais.


Permanecer conectado pode ser uma maravilha, um grande facilitador que gera momentos de lazer, mas também pode ser doloroso. O FOPO, em inglês, Fear Of Posting On Social Media ou Fear Of Other People's Opinion, é um termo usado para definir o medo da retaliação e de publicar algo. O ódio cresce e vai formando comunidades online, promovendo a sensação de pertencimento de um grupo e união. Nos questionamos se as pessoas por trás desses perfis seriam tão cruéis fora do universo digital? 


O que se extrai de interessante desta cultura é que, não apenas comportamentos reprováveis são objeto da onda de boicote, mas também opiniões contrárias sobre determinados temas. E em que pese a liberdade de expressão seja um direito fundamental, isso acontece porque muitos usuários ao se depararem com divergências, ao invés de promoverem um debate saudável, dão lugar à cultura do cancelamento, boicotando pessoas físicas ou jurídicas.


A verdade é que estamos em 2020. Não precisamos pensar igual, não precisamos gostar das mesmas coisas e muito menos abraçar as mesmas causas. A beleza da individualidade mora logo aí. Que a cultura do “penso, logo publico” possa ser aplicada para ideias criativas, divulgação de pequenos negócios, causas sociais e compartilhar esperança. Uma dica para dar start nessa mudança é começar por “pensar SE publico.” 

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