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  • criacao534

one's lifestyle: green friday


Aguardada por consumidores em todo o país, a Black Friday acontece hoje, a última sexta-feira de novembro. Neste ano, porém, a discussão não é se os preços estarão ou não pela metade do dobro, mas, sim a discussão sobre se o termo que nomeia o feriado promocional é racista.


Há algumas semanas, um dos nossos clientes afirmou que mudaria o nome da sua campanha de Black Friday para Green Friday a fim de se posicionar contra o racismo e seguir o movimento de diversas marcas. Fomos pesquisar sobre o assunto e descobrimos que essa é uma discussão que começou com as empresas do grupo Boticário, que anunciou não utilizar a expressão em pleno 2020, e em seguida dela, diversas outras grandes marcas como Adidas, começaram a levantar uma discussão sobre o tema.


A origem desse dia ainda é incerta, o próprio CEO do grupo Boticário, Artur Grynbaum, afirma e concorda que é uma história bastante difundida. Nos EUA o principal contexto é de que à expressão era um apelido usado pela polícia da Filadélfia no início da década de 1990 para o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, que abria temporada de compras de Natal e levava muitas pessoas às ruas, causando a grandes aglomerações. Por outro lado, há quem diga que está associado ao fato de muitos funcionários faltarem no trabalho na sexta seguinte do feriado.


Grynbaum afirmou que independente da origem do termo, era algo que representava desconforto para movimentos que a empresa defende e luta. “Refletimos sobre que ações poderíamos tomar para simbolizar nosso compromisso contra o racismo estrutural. Outras empresas continuarão usando o termo “Black Friday”, mas temos um compromisso com nossos colaboradores negros que reportaram que a expressão carrega algo ruim”, disse o CEO.


Segundo o jornal Estadão, a American Dialect Society, entidade dedicada ao estudo da língua inglesa nos EUA, registra que o uso mais antigo da expressão “Black Friday” é de 1951, quase um século após a abolição da escravatura naquele país. A relação entre Black Friday e escravidão virou uma lenda urbana e já foi desmentida sucessivas vezes por veículos como BBC (2014), Washington Examiner (2018), History Channel (2018), AFP (2019) e The Telegraph (2019).


Embora não haja uma única explicação para a origem do nome, “não há ligação comprovada com a escravidão”. Mas o termo “Green Friday” era usado por empresas que se relacionavam com meio ambiente e sustentabilidade e agora passa por uma ressignificação. Nas ruas, em grupos de conversa e nas redes sociais muita gente já mudou a forma de se referir ao dia e adotou a nova linguagem. No entanto, esse ainda é um movimento que ganha mais força no Brasil.


Várias empresas preferiram se posicionar do que ficar na dúvida. Como já falamos por aqui, não se posicionar perantes temas globais pode ser interpretado como uma forma de posicionamento. Existem outros termos no alvo do cancelamento, e muitas marcas estão começando a rever slogans e campanhas. Um exemplo é a marca Bombril, que recentemente tirou do mercado a esponja “Krespinha”, que fazia alusão aos cabelos crespos.


Mesmo sem comemorar o Dia de Ação de Graças em novembro, o Brasil adotou a estratégia de vendas americana. Nesse ano, seja Green Friday ou Black Friday, as empresas devem aproveitar à data - já que é a segunda mais importante do ano para o setor, só atrás do Natal - e apostar no e-commerce. E você, qual estratégia de vendas adotou nessa Black Friday?


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