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one's lifestyle: aprendizagem e rotina dentro de casa

E se alguém nos dissesse que teríamos que passar 4 meses presos dentro de casa com crianças cheia de energia? Diríamos que era impossível! Mas o Covid-19 nos mostrou como somos seres adaptáveis. Desde o começo do isolamento social muitas questões e medos apareceram na nossa cabeça, mas para quem tem criança a preocupação foi ainda maior, “será que vamos dar conta do ensino a distância?”, “o que vamos inventar para distraí-los dentro de casa?”, “criar uma rotina é importante?” e “como eles vão ficar depois de tanto tempo longe do convívio com os amigos?”.



Pois é, são muitas dúvidas, e algumas de nós aqui da One também passaram por isso, mas agora que já estamos pegando o jeito, decidimos compartilhar um pouco do que estamos fazendo. A Tha por exemplo, criou um calendário de atividades que se concilia com os horários dela para o Matheo - seu filho de 5 anos. Nele está descrito a sequência de cada atividade, desde o período de estudo até o momento de arrumar o quarto, jogar um jogo e ler histórias. Para ela a atividade funcionou muito como planejamento da rotina para mantê-lo menos ansioso e compreensivo em relação aos momentos que a atenção dos pais não pode ser 100% nele.




Para que o nosso papo ficasse mais completo, trouxemos a visão da fonoaudióloga especialista em transtornos de aprendizagem e dislexia, Cinthia Wilmers de Sá para nos ajudar e compartilhar suas dicas sobre as melhores estratégias para lidarmos com esse momento:


“A quarentena trouxe uma série de novas vivências para as famílias, com novos olhares e experiências. É uma situação diferente, que nos foi imposta em curto espaço de tempo, sem nenhum preparo, e todos agindo para amenizar as perdas que essa situação tão nova nos traz”, explica.


Mas nem tudo é um problema, a fonoaudióloga contou que esse período será importante, já que os pais estão participando tão de pertinho da aprendizagem de seus filhos. “Normalmente eles estão acompanhando in loco como esses momentos se estabelecem para as crianças, o que acaba trazendo para os pais, a percepção de como é seu filho na situação de aprendizagem (e não o filho idealizado por eles)”. No entanto, ela alerta que precisamos tomar cuidada, porque podemos acabar aumentando a cobrança sobre as crianças.


O novo papel exigido dos pais também assuntou no começo, que precisaram se reinventar, trabalhando, cuidado da casa e ainda tendo que ensinar seu filho, sem ter nenhuma formação e preparo para isso. “Essa situação exige uma adaptação de cada família frente aos momentos de aprendizagem, exigindo que cada um faça o seu melhor, pois a aprendizagem se dá na interação com o outro” disse Cinthia.


Sabemos que tudo isso é bastante estressante e que pode acontecer de gente se cobrar além do normal. E para ajudar, Cinthia preparou algumas dicas e atitudes que podem ajudar as famílias:


- Todo dia reconstrua seu cotidiano e seja mais tolerante com seu filho.


- Cuide dessa nova situação com afeto, limite, organização e calma.


- Faça o que é possível nesse momento e invista na autonomia do seu filho.


- Os pais não são especialistas em educação e não devem assumir essa função em tempo integral, mas

devem propiciar esse momento da criança com a organização do espaço e material necessários.


- Crie rotinas com horários das atividades a serem feitas, que atenda não só a necessidade da criança,

mas também a da mãe/pai junto com a criança. A rotina não é um ritual, ela é organizadora e te proporciona atingir os objetivos que você deseja. A criança sem rotina fica perdida e insegura, traz ansiedade e compromete a aprendizagem.


- Estabeleça horários para estudo, tv, jogos, banho, almoço e faça isso junto com a criança.


- Divida as atividades e supervisione a execução.


- Aceite que nesse momento, seu filho vai estudar menos do que você gostaria.


- Dividir tarefas de casa em família dentro da possibilidade de cada um.


- Criar momentos coletivos agradáveis com toda a família, onde todos estarão fazendo a mesma coisa: ver algo na TV, jogar um jogo.


- Estabelecer locais fixos e organizados na casa que serão a “escola” dentro de casa, seja o quarto, a sala ou o escritório.


- Seja parceiro da escola do seu filho e divida com a coordenadora do seu filho sua dificuldade em gerir esse processo e peça orientação em como lidar com as dificuldades que a criança apresentar.


- Elogiar as crianças quanto a sua capacidade de execução.


- Permita que seu filho tenha dúvidas no que está sendo ensinado, e o estimule a perguntar ao professor. Demonstre que você também tem dúvidas e não lembra o que ele está aprendendo.

De uma coisa podemos ter certeza, vamos sair renovados desse período e ainda mais fortes para enfrentar novos desafios.

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