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One’s Lifestyle: A sociedade do cansaço

A sociedade em que vivemos nos leva cada vez mais a um universo ultra estressante, onde somos superestimulados e no qual não temos tempo para nada. O dia deveria ter mais horas, certo? Quantas vezes já dissemos isso? Cada vez surgem mais tendências que rejeitam este estilo de vida em que estamos imersos e que nos faz esquecer de cuidar do nosso interior, de nos conhecermos, de desfrutar e de falar com os pessoas que gostamos e, simplesmente, de viver.



A situação fica cada vez mais extrema, pois para a grande maioria das pessoas é praticamente impossível dormir oito horas e acabamos com seis ou sete horas no máximo. Isso pode nos dar a falsa sensação de aproveitar melhor o dia, apenas nos fere física e emocionalmente, pois o fato de não podermos usufruir de uma boa noite de sono pode ter consequências mais graves para a nossa saúde.


Em 2013, uma pesquisa realizada pelo Ibope demonstrou que 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente, e os jovens de 20 a 29 anos representam a maior parcela dos exaustos. Já em 2015, de acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, 43% dos trabalhadores do país dormem menos do que o período recomendado pela Fundação Nacional do Sono. E por aí seguimos, batendo recordes de jornadas de trabalho exaustivas, tempo de conexão nos dispositivos móveis se superando cada vez mais e todos dormindo cada vez menos.


Existe até um sentimento de culpa em estar relaxando, dormindo, praticando esporte ou simplesmente não estar fazendo nada. Ficamos tensos e iludimos nossa própria mente de que aquele seria um “tempo perdido” de produção, e como se o alívio de suas tensões fosse chegar a qualquer momento pela caixa de entrada. A nova era tecnológica que deveria nos trazer liberdade, permitindo-nos maior flexibilidade, no entanto, quando usada de forma exacerbada acaba prejudicando e deixando todos mais ansiosos. É necessário criar um equilíbrio entre todos os aspectos da vida.


O filósofo e escritor sul-coreano, Byung-Chul Han, define essa como a “sociedade do cansaço”, em que se vive dominada por performances e metas cada vez mais difíceis de serem alcançadas pelas pessoas. E mesmo que esse seja um hábito inconscientemente incorporado pelo indivíduo, acaba sendo um fenômeno que se expande gradualmente e vai tomando todas as áreas da vida. Han traça uma diferença fundamental: o problema não está nas responsabilidades e na iniciativa do indivíduo, mas no excesso de desempenho e exigindo muito de si mesmo como uma forma de pensamento de referência em todas as áreas da vida.


O “Excesso de positividade” é outro termo explorado por pelo filósofo para explicar o porque sempre estamos cansado. Esta positividade é manifestada pela demanda excessiva por desempenhos superiores, superprodução e comunicação em muitos ambientes humanos. E porque afeta diretamente as condições patológicas das pessoas, ele acaba sendo considerado uma forma de violência psicológica.

A psicóloga da UC Davis Health no Departamento de Medicina Física e Reabilitação, Kaye Hermanson, afirma após pesquisar muito sobre os sintomas do cansaço, chegou na conclusão de que alguns hábitos podem fazer toda a diferença no dia a dia, como:

  • Exercício: “É a melhor coisa que podemos fazer para enfrentar a situação”, disse ela. “Qualquer exercício - mesmo uma simples caminhada - ajuda. Ele libera endorfinas, tira um pouco da adrenalina quando a frustração aumenta. Apenas sair e mudar de ares pode ser muito útil para as pessoas”.

  • Falar: “Isso também ajuda muito. É importante dizer as coisas. Ignorar os sentimentos não os faz ir embora. É como tentar segurar uma bola debaixo d'água - eventualmente você perde o controle e ela salta para fora. Você não pode controlar para onde vai ou quem atinge”.

  • Pensamento construtivo: “Podemos pensar que é a situação que causa nossos sentimentos, mas, na verdade, nossos sentimentos vêm de nossos pensamentos sobre a situação”, disse ela. “Não podemos mudar a situação, mas podemos ajustar nosso pensamento. Lembre-se: 'Estou fazendo o melhor que posso”.

  • Atenção plena e gratidão: “Experimente estar no momento. Você está bem aqui, nesta cadeira, respirando e olhando ao redor. Passamos por muita miséria desnecessária nos projetando no futuro ou ruminando sobre o passado. Por enquanto, apenas viva a vida dia após dia”.

E então, como conseguimos viver bem com tudo isso? A chave é ter consciência de tudo que discutimos e começar a respeitar nosso corpo (e nós mesmos). É importante que saibamos estabelecer limites e padrões para tentar viver com o máximo bem-estar possível. Por exemplo, um bom começo já é tentar dormir no mínimo de oito horas por dia, mesmo correndo o risco de reduzir o tempo dedicado a vida social ou no trabalho.


Se você se viu em muitas dessas descrições e quer explorar mais o tema, vamos deixar aqui o link do livro “ Sociedade do Cansaço” do Byung-Chul Han, quem sabe não está aí uma oportunidade de conseguir descansar lendo um bom livro?



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