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marketing sensorial

Atualizado: Ago 6

Já parou para reparar que mesmo durante esse período em que estamos dentro de nossas casas, somos circundados diariamente por diferentes tipos de estímulos comerciais? Só de abrir o celular e conferir as redes sociais por alguns minutos você com certeza se deparou com algum post patrocinado no seu feed ou ouviu alguém falando de algum produto ou serviço que você “não pode viver sem” e isso tem sido extremamente importante para a sobrevivência das marcas no cenário da pandemia.


Ilustração por Drew Bardana - Behance


Pensando em diferenciação, uma estratégia comercial que vêm sendo cada vez mais valorizada é o chamado marketing sensorial. Com o objetivo de estimular os cinco sentidos do corpo humano (tato, olfato, paladar, visão e audição), cria-se uma atmosfera muito favorável de vendas.


Se você pensa que marketing sensorial é um conceito novo, está enganado. Todo mundo que já pegou uma garrafa de Coca-Cola deve ter notado que o contorno da embalagem acompanha o formato da mão, ou então quando vai comprar um brinquedo novo e tem um furo na caixa que permite tocar nele ou apertar botões… essas são algumas táticas sensoriais de marketing.


Nossos sentidos desempenham um papel fundamental sobre as decisões de compra. O comportamento da tomada de decisão não se baseia no processamento racional de dados, mas nas emoções que sentimos. Hoje, o marketing sensorial é reconhecido como uma ferramenta essencial para fortalecer a conexão entre marca e consumidor.


A prática de criar “ambientes” nas lojas para projetar uma imagem e induzir um comportamento é conhecida como “Atmospherics”, termo usado pelo professor de negócios Philip Kotler em 1973. Segundo ele, além de ajudar as lojas a atrair e manter uma base de clientes-alvo, a “Atmospherics” tem o potencial de ser mais importante para gerar vendas do que os produtos nas prateleiras.


Esse tipo de marketing sensorial 360° serve para definir a relação entre o consumidor e a marca em todas as fases comportamentais: antes da compra, durante a compra e durante o uso final, além de gerar uma ativação do desejo.


Um estudo, publicado em 1982 pelo professor de marketing Ronald E. Milliman, mostrou que o ritmo das músicas em um supermercado pode afetar o comportamento do comprador. A música lenta, por exemplo, fizeram com que as receitas aumentassem 38% em um supermercado e 41% em um restaurante. 


Mas afinal, como você implementa sua própria estratégia de marketing sensorial? Separamos algumas dicas para te ajudar:

  1. Comece definindo sua brand persona e seu público alvo

  2. Trabalhe com especialistas em design – a visão é um dos sentidos mais usados na compra

  3. Defina seu som – teste quais ruídos funcionam melhor com seus produtos

  4. Envolva o sistema límbico - o olfato é o sentido com maior probabilidade de estar vinculado à emoção, mas cuidado para não exagerar nos aromas

  5. Não subestime experiências offline – consumidores gostam de tocar e sentir os produtos que vão comprar

Criar o tipo certo de experiência de compra - física ou virtual - é um objetivo de alta prioridade para as marcas. O resultado pode ser transformador para suas vendas. Por isso, arrisque, teste e explore novas ideias.


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