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CARTA ABERTA RENASCIMENTO EM TEMPOS DE COVID-19

Atualizado: Abr 13

Após o fim da pandemia, o mundo não será como antes. As pessoas deverão aproveitar este momento de reclusão para repensar seus hábitos de consumo e revisar seus valores.

Mas esta não foi a primeira pandemia pela qual o mundo já passou. Peste Negra, Cólera, Gripe espanhola, entre outras. Sim, a Covid-19 entrará para a história. Mas definitivamente, a superação virá, e com o avançar da tecnologia, das comunicações e dos estudos farmaco-biológicos, provavelmente mais cedo do que imaginamos.


Como uma empresa de branding e comunicação digital, entendemos nosso papel na sociedade como agentes catalizadores dessa transformação. Oferecemos ferramentas para levar empresas de onde estão para aonde querem chegar. E esse processo é lindo mas muitas vezes perturbador. Porque para uma coisa nova nascer, as vezes outra antiga precisa morrer. E não nos referimos a morte física, não. Nos referimos a modus operante, a propósito. É sobre encontrar o ponto de equilíbrio nas ofertas de produtos e serviços para si e para o próximo, sobre ser relevante de fato e transparente, com intenções genuinamente boas em todas as nossas relações.



NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM Sabemos que as preocupações com a saúde física e mental da sociedade são grandes, mas o fator financeiro também não é esquecido nesse momento. Assim, é normal se sentir inseguro pelas incertezas que enfrentamos na economia. No entanto, o importante é não se desesperar. Porque isso também vai passar. Toda crise gera novas oportunidades: A humanidade tem anseios e necessidades a serem resolvidas e sempre terá. Esse é o princípio básico do comércio e das relações, desde os primórdios da civilização. Necessidades relacionadas a alimentação, a procriação, ao prazer e a auto-estima, bem como todo o guarda-chuva de demandas derivativas provenientes disso. A questão será entender melhor quais serão as novas demandas dos consumidores e criar soluções que as atendam através da melhor experiência possível. Acreditamos que nesta fase, ansiedade e medo são sentimentos compartilhados por todos, e por isso as empresas precisam usar seu potencial para criar estratégias capazes de serem relevantes, solidárias e procurar aumentar a sensação de segurança e bem-estar uns dos outros, isso inclui sua rede de distribuição e cadeia logística de parceiros e fornecedores. Há economistas que citam o receio de uma fase de "delinquência corporativa" com medidas de cortes e inadimplências oportunistas. Tenhamos então consciência para agir com sabedoria. Sem radicalismos e precipitações. Porque todos precisamos uns dos outros e não de forma unilateral. É uma via de duas mãos. Precisamos evitar o efeito cascata na economia, porque estamos todos conectados e definitivamente não iremos a lugar algum sozinhos.

VAMOS AO LUTO O covid-19 despertou nas pessoas o “modo sobrevivência” o que fez com que setores como o automobilistico e da moda ficassem semi-paralisados em detrimento do avanço de outros como o da alimentação (supermercados e redes de delivery) e entretenimento streaming.

Isso porque estamos vivenciando uma experiência única e impensada em tempos atuais. Estamos vivendo uma privação da nossa segurança, da nossa liberdade, do nosso futuro como planejado anteriormente. Estamos vivendo uma experiência de morte: a morte de um mundo onde querer e poder muitas vezes eram alinhados pelo esforço, dedicação, uma pitada de sorte e outra boa de ousadia. Nada disso é suficiente agora para garantir poder ao querer. Então nos deparamos com o luto de nossa própria liberdade ameaçada, o medo da perda da vida, a distância daqueles que mais amamos, a falta de perspectiva. Entramos todos em um modus operante similar ao de pessoas enlutadas, que se vêem em uma situação de extrema impotência. São 5 fases:

1) Primeiro vem o choque e a negação (não acredito que isso esteja acontecendo. e agora? - a pergunta de um milhão de dólares. Todos buscando entender, o que fazer...).

2) Depois a raiva (pelos adiamentos de planos e compromissos, pelas medidas de adaptação à nova realidade onerosa, menos interessante e intensa),

3) Na sequência a negociação (neste caso conosco mesmo, buscamos aliviar a dor fazendo algumas ponderações - já que não posso sair, vou me permitir ter acesso rápido ao prazer imediato da comida ou vou me permitir fazer uma corrida se estiver usando máscara, por exemplo),

4) já o sentimento seguinte ao passar do tempo é a depressão (sofrimento marcado pela sensação de impotência e desesperança)

5) para apenas então passarmos para a 5a e última fase desse ciclo que é a aceitação (onde passamos a ter uma visão mais realista, otimista, inovadora, onde nos recusamos a entregar os pontos, decidimos lutar, passamos a acreditar que tudo vai ficar bem e nos colocamos a trabalhar dentro do novo cenário para superar os desafios e se reinventar).


VAMOS Á LUTA

É exatamente nesse ponto que nossos destinos se cruzam. Mas o que temos em comum nesse momento? Temos know-how, temos vida, esperança, força de vontade, temos criatividade, generosidade e uma capacidade enorme de enxergar oportunidades. Temos sensibilidade para entender que nosso papel nesta sociedade é frente ao segmento corporativo. Esta é uma fase onde nossa capacidade de se reinventar está sendo solicitada como nunca. Então vamos a luta. E por aqui já estamos praticando medidas solidárias, como o adiamento do aumento de honorários, praticando valores com zero gordura, minimamente sustentáveis, financiando projetos solidários e revisitando contratos além da não redução salarial de equipe e colaboradores até última instância. Assumimos o compromisso de não objetivar o lucro como principal fim, porque ele nunca foi o maior propósito desta empresa. Aqui trabalhamos por amor. Enxergamos o potencial da nossa equipe para as empresas como a frente médica para civis e vamos trabalhar duro para contribuir da melhor forma que pudermos.



A NOVA ECONOMIA DIGITAL

Veremos o aumento de uma tendência que já estávamos acompanhando a um tempo: a priorização de itens alinhados às suas crenças pessoais. Então olhar pra dentro e buscar nas suas competências o que você é capaz de fazer que pode solucionar as questões atuais do seu público é mandatório e urgente. É importante também entender que apesar desse momento de crise ser passageiro, a priorização de marcas que funcionem com esses pilares da verdade, da transparência e que façam realmente a diferença para seus stakeholders (públicos de contato) não o são. Então investir nisso não será uma estratégia não apenas para o momento atual, mas para o futuro do mercado.

Neste cenário, as empresas que ainda não fizeram sua transformação digital, verão acelerar-se a necessidade de criação e manutenção desses modelos. O mercado está se adaptando às demandas online e quem antes tinha receio no uso do cartão de crédito está perdendo o medo, logo, os serviços de delivery passam a figurar na vida cotidiana da grande maioria da população economicamente ativa. Diminuir as interações físicas já era uma tendência para os próximos anos, porém com o corona vírus, isso se acelerou. As pessoas clamam por autonomia aderindo a serviços digitais que facilitem suas vidas, como: entretenimento e informação via streaming, entregas de varejo e suprimentos via delivery, reuniões de negócios via conferência e educação online. Essa é uma expectativa que só cresce, então é necessário se adaptar com a criação de serviços remotos: e-commerce, eventos virtuais, aplicativos, implementação de home-office, entre outros. EXPECTATIVAS DE FUTURO

A crise atual cria oportunidades para aceleração tecnológica e a implementação de uma nova economia digital. Isso aponta a demanda latente por novos produtos digitais, como os recursos de realidade aumentada, fotografia e os serviços de e-commerce e entrega, que se encontram numa crescente, aumentando também a expectativa em relação a agilidade e a experiência de compra. A experiência continuará sendo o que separa o joio do trigo. Esses serviços permitirão um nível maior de independência por parte do consumidor, que passará a interagir mais com as marcas por este canal, se necessário. As empresas também começarão a perceber que podem abrir mão dos grandes espaços físicos, sendo possível aproveitar os benefícios do trabalho remoto. A flexibilidade será um conceito chave, caminhando para que a vida pessoal e profissional se encaixe cada vez mais no mundo virtual e digital. Além disso, o isolamento tem feito as pessoas se questionarem o que realmente é importante na vida. Fazendo-as repensarem em muitos valores, hábitos e no consumo em excesso. Vão passar cada vez mais a investir em produtos e serviços com significado.

A qualidade em detrimento da quantidade pode ser considerada uma aposta. Já estamos presenciando um momento onde muitos estão vivendo um processo de reciclagem. Revirando gavetas, doando coisas que não são úteis, desapegando de roupas antigas e utensílios sem serventia. O minimalismo portanto pode emergir como uma possibilidade de vida inteligente e sustentável por se relacionar intimamente com o tempo, que por sua vez continua cada vez mais escasso pelo acúmulo de funções da geração dos compressionalistas (aquele que corre na esteira enquanto ouve um podcast educacional limpando sua caixa de e-mails).

Moles em "teoria dos objetos" elucida o conceito de que quanto mais coisas temos, mais nos tornamos escravos delas, pois as temos que limpar, organizar, efetuar manutenções, investir tempo e dinheiro. Então ter menos será o mesmo que ter mais tempo para si, para o que realmente importa pra cada um. Que também significará saúde metal e física, e provavelmente aumentará a busca por aplicativos e plataformas online que possam dar de alguma forma um suporte nessas áreas. A telemedicina e psicoterapias ganharão mais espaço nesse novo formato.

Assim, investir em estratégias que aprimorem o autocuidado e o cuidado com o próximo (como doações para obras sociais) serão bem-vindas. Durante e pós crise, a tendência é os consumidores refletirem cada vez mais em como gastam seu tempo, dando prioridade ao bem-estar social. Isso reflete num desejo de otimização do indivíduo e da comunidade, buscando um bem maior: a alegria, e não a demonstração de riqueza. Assim, as pessoas pensarão mais num consumo consciente e inaugurarão uma nova economia colaborativa e com propósito. Será necessário que as empresas foquem em criar um propósito e desenvolvam estratégias que ajudem os consumidores a sentirem que fazem parte de algo maior ou que os façam almejar uma vida melhor. Com o tempo passando a ser visto com maior valor, um estilo de vida mais “slow” também será priorizado. Estilo esse que evita os excessos e prioriza o lazer, o sono e o bem- estar emocional. Aplicativos de meditação guiada como o “meditopia” liberaram alguns de seus conteúdos pagos para que as pessoas possam meditar nesse período.  As empresas e marcas devem se por a pensar como explorar esse estilo de vida mais lento e garantir que as suas propostas e produtos reflitam o desejo desse consumidor mais moderado e menos compulsivo. O foco na família também tende a aumentar. Graças a pandemia a maioria das escolas está oferecendo ensino virtual, mas as crianças, por exemplo, ainda precisam de atividades para mantê-las entretidas enquanto seus pais trabalham. Conteúdos e serviços nessas áreas de entretenimento e educação estão ganhando cada vez mais espaço desde então. Uma empresa de aplicativos que vem fazendo sucesso entre os pais é a “toca boca”, seus apps são feitos considerando a perspectiva das crianças de forma a encorajar a exploração. Criadores de conteúdo que contam histórias pelo Youtube também têm ganhado maior visibilidade. Quando retomarmos nossa liberdade de ir e vir, as imersões na natureza serão almejadas, além da contínua busca pelo aprimoramento das habilidades emocionais, adotando práticas de mindfulness com estratégias para lidar melhor com o tempo. Por passarem mais tempo em casa, as pessoas vão começar a olhar mais para os seus lares, buscando o aperfeiçoamento do lar, através de interiores mais acolhedores, organizados e confortáveis. À medida que a proximidade e a conveniência se tornam cada vez mais importantes nas decisões de consumo, os consumidores buscarão comprar de marcas locais. As empresas poderão ser convidadas á transformar suas lojas em espaços comunitários que fortaleçam laços com seus clientes e complementem canais digitais.


Não é interessante pensar no universo de novas possibilidades que este cenário poderá trazer? AÇÕES • Avalie como sua empresa, marca, serviço e produto serve à sociedade, e não a indivíduos. • Para amenizar a ansiedade e o medo coletivo, invista em estratégias que ofereçam uma sensação de segurança, transparência e que priorize itens alinhados às crenças pessoais do seu consumidor. • O isolamento mostrou ao público os benefícios de deliverys, e-commerces, eventos virtuais, aplicativos, trabalho remoto e até de novos produtos digitais. Adeque sua empresa a esse mundo digital. • Comece a perceber que é possível aproveitar os benefícios do trabalho remoto. A flexibilidade será um conceito chave. • Garanta que sua empresa tenha um propósito e que seus consumidores se sintam parte de algo maior, fazendo-os almejar uma vida melhor. • Avalie como a sua marca impacta a vida das pessoas, da comunidade e das áreas onde você atua, afinal o localismo ganhou força durante a pandemia. • As pessoas estão buscando um estilo de vida em equilibrio e mais “slow”, então garanta que suas propostas e produtos reflitam o desejo desse consumidor mais moderado e menos compulsivo. • O tempo se tornou mais precioso do que nunca, serviços e produtos de entretenimento estão em alta, principalmente os voltados a família e a relações sociais. Então façamos uma reflexão: como sua empresa pode ser eficiente e poupar o tempo de seus consumidores?

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