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covid-19: Isolamento físico x social

Lembra daquela sensação de dar um abraço apertado bem grudadinho naquele parente da família ou naquela amiga que conhecemos desde criança? Ou até mesmo daquele aperto de mão mais rápido, até um pouco apressado e mais profissional? Pois é, já se foram 4 meses de distanciamento social, mas as vezes a sensação é de que não nos vemos pessoalmente há anos.

Nós, seres humanos, precisamos desse contato físico. Estar perto de outra pessoa libera dopamina e gera diversos estímulos positivos na nossa mente. É claro que com as tecnologias tudo parece estar minimizado, uma pandemia no século XX1 tem munições importantes para vencer o distanciamento através de aplicativos como Zoom, FaceTime, WhatsApp e entre outros. Mas quais impactos tudo isso irá trazer na forma com que nos relacionaremos no pós Covid?



Especialistas de psicologia de Oxford apontaram que esse será um período determinante, já que o contato físico faz parte do mecanismo que usamos para estabelecer nossos relacionamentos. Devemos considerar que usamos o toque pele desde quando éramos primatas, para acessar o sistema de endorfina no cérebro, gerar calor e liberar estímulos positivos.

"A recente pandemia mudou tudo o que sabemos, sobre como permanecemos socialmente conectados", diz Bhavna Jani-Negandhi, psicóloga clínica. Ela ainda ressalta que as pessoas enfrentaram o desafio e tentaram manter as conexões sociais de maneiras criativas, e pode ser difícil se readaptar às formas de conexão social que estávamos acostumados.


Será que mesmo com a tão aguardada vacina tudo voltará a ser como era antes? Acho que essa é a pergunta de um milhão de dólares. O tato é o primeiro sentido que desenvolvemos quando somos bebês, e algumas culturas têm hábitos de interação que envolvem o contato físico com maior frequência, assim como nós, brasileiros que estamos acostumados a abraçar e beijar uns aos outros até como forma de comprimento. No entanto, mesmo quando tudo isso passar, provavelmente não vamos voltar a interagir como fazíamos antes, e as próximas gerações vão se relacionar de formas diferentes.


O foco de evitar outras doenças será o principal objetivo, e com a gente já estando mais ligado através das tecnologias, vamos acabar sendo encaminhados para novos hábitos de convívio. Mesmo que distantes devemos aproveitar o que está disponível, principalmente para crianças e idosos essa interação é fundamental, e apesar de não trazer tantos benefícios quanto tato, também liberam estímulos positivos importantes em nosso cérebro.


Por enquanto devemos lembrar que o isolamento é físico, mas não social. Vamos nos virando com o que temos, porque é importante sempre ter alguma forma de interação, troca e conexão com outras pessoas.

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