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ATIVISMO DE MARCA


Já falamos por aqui o tanto que a pandemia tem gerado transformações significativas nas formas de consumo e relacionamento com as marcas. Levantamos também a necessidade e importância das empresas em se posicionarem perante assuntos globais e como a internet tem sido canal de propagação de voz para isso. Em um mundo cada vez mais consciente e disposto a enfrentar questões sociais, a forma de compra do consumidor vem se pautando também com base nos valores que as marcas representam.



Um termo bastante frequente é o ativismo de marca, utilizado quando as empresa se posicionam em relação a questões sociais, econômicas, ambientais ou políticas através de seus canais ou ações. Ativismo não é um conceito novo, mas emergiu como uma oportunidade real para as marcas se envolverem com os consumidores nas questões que mais importam para eles.






Uma pesquisa realizada pela Ipsos e apresentada no final de 2019, mostrou que 7 em cada 10 brasileiros esperam que marcas invistam cada vez mais em causas e que contribuam para a sociedade. A pesquisa também aponta que hoje as pessoas não se movem apenas por uma boa comunicação, mas que esperam ações das marcas associadas aos seus propósitos e valores.


O ativismo de marca tem ganhado força e tem o poder de moldar economias e culturas. As novas gerações, nascidas em um mundo globalizado e cada vez mais imerso à tecnologia, podem ser ser o reflexo de uma sociedade mais consciente e engajada. O estudo realizado pela Forbes reforça essa idéia, uma vez que 75% dos millennials disseram que acham importante que as marcas das quais compram retribuam à sociedade.


Quando uma marca assume uma posição social, está fazendo também uma declaração sobre seus valores e isso ajuda a construir relacionamento e lealdade entre os clientes que compartilham das mesmas idéias. Além disso, o engajamento no ativismo da marca também pode trazer o efeito colateral positivo em fazer com que seus consumidores associem o ato de comprar de sua empresa ao apoio a seus próprios valores.


Um grande ponto de atenção ao assunto é sobre empresas que utilizam de movimentos sociais importantes para divulgar as marca ou produtos mas não estão de fato praticando o que pregam. Embora certamente não haja nada de errado com empresas que apóiam causas de valor ou defendam questões sociais, os consumidores estão buscando cada vez mais por marcas que realmente praticam o que pregam.


Um estudo recente da Futerra descobriu que os consumidores da Geração Z - aqueles nascidos a partir de meados dos anos 90 - exigem maior sinceridade e transparência das marcas e têm pouco tempo para as empresas que afirmam ser algo que não são. “A geração do milênio levou as marcas a serem intencionais, mas a Geração Z está exigindo provas”, disse Solitaire Townsend, co-fundador da Futerra.

Com a constante busca das marcas em permanecer relevantes, o ativismo se tornou uma das novas grandes estratégias de marketing, e o posicionamento das empresas em relação a questões atuais pode oferecer um importante diferencial em meio a um mercado cada vez mais competitivo. Se as marcas optarem por seguir esse caminho futuro, elas irão precisar encontrar o equilíbrio e "andar pela conversa", permanecendo genuínas e consistentes tanto na mensagem quanto em suas ações.


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