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A pauta é sustentabilidade

Atualizado: Ago 20

Muito ouvimos falar de sustentabilidade nos últimos anos. E esse é um movimento que demanda muitos esforços por ser praticamente impossível de ser alcançado nos moldes da atualidade.


Para ser sustentável, um produto ou serviço precisa necessariamente ter todos os insumos e processos de toda sua cadeia produtiva e logística proveniente de fontes ecologicamente corretas, isso sem citar ainda as questões sociais, de apoio e preservação de comunidades locais, com valoração do trabalho humano, ético e moral, de forma economicamente viável. Mas sabia que existem vários caminhos a serem seguidos para estar em sintonia com esse movimento? Quem nunca ouviu sobre os 3Rs dos processos ecológicos? Reciclar, reutilizar e reduzir?




Só de falar reduzir já deu um arrepio na espinha por aí? Pois é, mas você já parou pra pensar que a questão aqui é uma mudança de hábitos e culturas, não necessariamente de falta de vendas ou de lucratividade? Com isso, ALERTA: os bens duráveis tendem a ser mais valorizados. Vimos os produtos de moda, lançarem coleções mensalmente, as vezes quinzenalmente. Não acreditamos que esse formato continue. Não acreditamos que seja possível pensar em obsolescência programada - estratégia que visa acelerar o consumo, fazendo nascer produtos prioritariamente tecnológicos, com data marcadinha pra morrer. Precisamos URGENTE voltar aos tempos de nossos avós. Onde levávamos nossas garrafas retornáveis aos supermercados e comprávamos produtos à granel. Onde fazíamos encomendas às costureiras (antes do prét-a-porter) ou comprávamos produtos mais perenes, feitos de pessoas para pessoas, com uma vida útil maior!

O fato é que as marcas precisam e devem colocar a sustentabilidade em pauta e buscar integrar questões ambientais, econômicas e sociais em suas operações de negócios.

Atualmente, muitas empresas que se consideram sustentáveis apenas atendem um terço dessa definição. E é aí que está o principal desafio: promover pequenos passos alinhados ao propósito de marca, nessa direção.


Um bom produto nem sempre é suficiente para conquistar alguém. Os compradores querem algo além da qualidade, e muitas vezes procuram por produtos e marcas que se alinhem com seus valores pessoais. Mas será que os consumidores estão prontos para pagar talvez um pouco a mais por um produto que é sustentável? De acordo com o Global Corporate Sustainability Report de 2015 da Nielsen, 66% dos consumidores gastariam mais em um produto se viesse de uma marca sustentável. Até 73% dos millennials pesquisados tinham uma visão semelhante.


Só fique atento: os consumidores preferem marcas envolvidas com a sustentabilidade, mas sem a mensagem adequada para alcançá-los e até mesmo educá-los sobre a viabilidade de práticas ecológicas, mostrando como podem ser acessíveis no dia a dia, o ciclo (e a conta) não se fecha.


Nossa sugestão para os empreendedores que querem apostar neste caminho, é prestar atenção primeiramente em seu propósito de marca, depois seu portfólio de produtos e serviços, sua cadeia produtiva e de fornecedores, e por fim na sua comunicação que deve ser propositiva, educativa. Busque certificar-se que seus diferenciais estejam claramente comunicados em suas mídias sociais, site entre os demais pontos de contato da marca com o consumidor. Além de pesquisar como a sua marca é vista pelos outros, para se assegurar de que a mensagem foi corretamente transmitida. O mais importante de tudo é trabalhar com a VERDADE. As filosofias devem estar alinhadas às práticas da empresa.

E então aposte (e ganhe) investindo na construção de um projeto de branding consistente com essa pegada.


Um exemplo no Brasil é a loja Ginger, recém lançada pela atriz Marina Ruy Barbosa. Trazendo um conceito de moda sustável, que pode ser percebido através da identidade visual das redes sociais e site, a empresa foca na redução do impacto ambiental e em processos de produção inteligentes. Até as etiquetas são de material reciclado e biodegradável, podendo serem plantadas. A marca, desde o começo, se lançou com essa proposta e seguiu um caminho que une o propósito à comunicação.


E não são apenas novos nomes que estão aderindo ao movimento. Os grandes varejistas também adicionam produtos mais corretos ecologicamente aos seus corredores e se comprometem a revisitarem seus processos. A seção "Clean at Sephora" da gigante da beleza traz produtos ecológicos. Já Target tem a meta de usar algodão 100% sustentável e orgânico em todos os produtos até 2022.


Pois é, há muito a ser feito e o caminho é longo mas o período pede que possamos trocar a roda do trem com ele em movimento.

À medida que nos recuperamos deste momento de introspecção social, todos os olhos estão voltados para o público mais jovem, com olhar de culpa, mas ao mesmo tempo de esperança. Esperança por um futuro moldado não só pelas ações dessa e das antigas gerações, mas principalmente moldado pela emergência de mudança pela sobrevivência.


Nesse cenário pandêmico e porque não pré-apocalíptico - já que pesquisas apontam que em até 40 anos se não mudarmos o rumo do consumo e a degradação do meio ambiente - a natureza irá entrar em um colapso irreversível), as marcas com intenção e propósito voltados para a sustentabilidade, com estratégias autênticas capazes de reverter o mindset do consumo tal como o conhecemos hoje, essas serão as que terão as melhores histórias para contar.


Pronto para embarcar nessa também?



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